sábado, 15 de março de 2008

A gente tem problemas mas a gente come.

E só para não dizer que não fazemos nada quando estamos com a cabeça cheia...eu faço sim...assim como fiz esta saladinha bem básica mas que eu adoro.


A novidade aqui é que além da rúcula que eu tanto amo e do tomate seco, esfarelei por cima da salada um pouco de chancliche de pimenta calabreza. Eu costumo usar muito este queijo aqui em casa para acompanhar pães e queijos quando vamos tomar um vinho, pois é saboroso e fácil de preparar. Ele vem como uma bola de ricota temperada que você espreme com o garfo até se desfazer (ele é seco), então eu rego com bastante azeite e vou misturando até dar a consistência que eu gosto. Desta vez apenas esfarelei em cima da salada que temperei toda com azeite depois.
O chancliche é um queijo de sabor particular, parecido com a ricota, mas um pouco mais azedo.
A receita veio do Oriente Médio e desembarcou no país no final do século 19 com os imigrantes árabes (conhecido como labneh). Andou, andou e foi parar em Guaxupé, no interior de Minas Gerais, onde sobrenomes árabes são comuns nas ruas e praças. Lá, desde 1989, a guloseima é produzida em escala industrial pelo empresário Antônio Carlos Lima Ribeiro, dono do laticínio President. O negócio começou por acaso. Ribeiro se casou com Carmen, que tinha ascendência libanesa e guardava o segredo do queijo em família. “A avó dela (dona Angelina Sabbag) foi quem ensinou a receita, feita com a massa da coalhada”, conta o empresário que, antes do laticínio, criava gado leiteiro com os irmãos e produzia cerca de 2 mil litros de leite por dia.
Após algumas conversas, as duas famílias juntaram seus talentos e, no final dos anos 80, Carmen e Ribeiro decidiram apostar no novo negócio: a fabricação do labneh.
O primeiro passo foi registrar o nome chancliche, “que logo virou sinônimo de queijo árabe no Brasil”, conta Ribeiro. O início foi modesto, a produção era caseira: cerca de 15 mil queijos por mês.
A produção atende, principalmente, o mercado paulista, “mas o produto está em quase todos os estados brasileiros”, afirma Ribeiro (tanto que eu sempre comprei em Sorocaba e agora achei aqui em Recife com facilidade).
O chancliche President é encontrado em embalagens individuais (bolinhas meio achatadas) - de 135 gramas - e em potes de vidro de 400 gramas. Há três variedades do queijo: natural, envolto em pimenta calabreza e também em zátar (mistura de gergelim e especiarias).

Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe

Um comentário:

Fer Ayer disse...

OI Fernanda

Adorei a idéia, o chancliche deve dar um toque realmente especial - mas, antes de tudo, adorei o título do post - é isso aí - uma boa comida serve de conforto mesmo nas horas mais difíceis!

Espero que você resolva teus problemas o mais rápido e da melhor maneira possível!
By Chris - 3/16/2008 6:50 PM

É Chris. tenho recebido conforto em forma de comida até enviada por amigos como você pode ver...e fico muito feliz, os problemas vamos vencendo um de cada vez...obrigada pelas palavras.
Beijos
By Fernanda Pereira - 3/17/2008 7:03 AM

Adorei esse post, eu morava em Guaxupé meu filhote adoro aquela cidade, e lá na fabrica tem também um linda lojinha.
By Eliana Scaramal - 3/20/2008 4:46 AM

Adorei esse post, eu morava em Guaxupé meu filhote adoro aquela cidade, e lá na fabrica tem também um linda lojinha.
By Eliana Scaramal - 3/20/2008 4:46 AM

Sério Lica? Que legal...tenho família lá também...meu pai é de Alfenas mas tem um irmão que mora lá...
Adoro aquele chancliche.
Adorei seu encontro com o Victor Hugo...fiquei babando...
beijos
By Fernanda Pereira - 3/20/2008 6:52 AM